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A rebelião das massas («homem-massa» e «especialismo»)

Gasset, Ortega Y

[A Rebelião das Massas é uma das obras fundamentais do pensamento de José Ortega y Gasset. O texto começou a ser publicado em 1926 num jornal madrileno ("El Sol"), tendo saído pela primeira vez em livro em 1937. Retrata as grandes transformações do século XX, com ênfase na Europa e no seu  processo histórico de crescimento das massas urbanas, referindo-se, em especial, não  às classes sociais mas às multidões e aglomerações.

José Ortega y Gasset é um dos autores que, entre os anos de 1920 e 1930, elabora uma teoria da sociedade de massa a qual vai encontrar ampla difusão no pós-II Guerra Mundial. Em A rebelião das massas descreve o homem da massa como o homem médio, aquele que não se valoriza a si mesmo, não pensa e que se perde na imensidão da multidão, “que não se diferencia de outros homens, mas que repete em si um tipo genérico” (Ortega y Gasset, s/d: 223). Ele é medíocre, vulgar, falho de tradição, primitivo. Vive em massa e está em revolta contínua com as minorias: “Massa é todo aquele que não se valoriza a si mesmo – como bem ou como mal – por razões especiais, mas que se sente «como toda a gente» e, no entanto, não fica angustiado” (Ortega y Gasset, s/d: 224).

Aqui interessa-nos, essencialmente, dois dos capítulos da primeira parte desta obra, configuradores de muito a que o tempo acabou por lhe dar (ainda mais) razão, precisamente o excerto sobre «Começa a dissecação do Homem-Massa» (Primeira Parte, cap. VI) e o sobre «A barbárie do «especialismo»» (Primeira Parte, Cap. XII),  in A rebelião das massas, Lisboa, Relógio d´Agua, respectivamente, pp. 70-75 e 110-115.]

Ensaio


2008-03-10

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