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Métodos de Pesquisa e de Investigação

Universiade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação

Licenciatura em Ciências da Comunicação e da Cultura

(comum com) Licenciatura em Comunicação e Jornalismo

(2º Semestre 2007/2008)

Sinopse

Este seminário pretende capacitar os alunos para a realização científica em ciências da comunicação, oferecendo-lhes a indispensável formação metodológica e técnica. Pretende-se que os comunicadores — sejam quais forem as suas futuras áreas de intervenção — estejam preparados para identificar problemas, formular projectos de investigação e percorrer as várias etapas metodológicas que conduzam à compreensão, explicação e descrição do fenómeno comunicacional, bem como, estejam capacitados a, formalmente, elaborar um trabalho de investigação.

Introdução: A evolução do conceito de Ciência e os critérios de cientificidade

1- Iniciação à investigação

1.1. Aspectos psicológicos (entusiasmo;isolamento; o interesse,etc.)
1.2. Aspectos práticos (gestão do tempo, calendarização, fases do processo; exequibilidade; etc)
1.3. Objectivos a curto e longo prazo

2- Como fazer investigação

2.1.Características do trabalho de investigação
2.2. Recolha de informações – «o quê?»
2.3. Investigação – «o porquê?»
2.4. Características de uma boa investigação
2.5. Tipos básicos de investigação (exploração, Experimentação e resolução de problemas)
2.6. O papel do(s) orientador(es) e do orientando

3- A organização formal de uma investigação

3.1. Teoria de fundo
3.2. Teoria focal
3.3. Teoria dos dados
3.4. O conceito de originalidade e de humildade científica

4-A procura do material

4.1. A acessibilidade das fontes
4.2. Fontes de Informação
4.2.1.Leituras, entrevistas e pré-inquéritos exploratórios: A compreensão e o enquadramento do campo teórico-prático de estudos.
4.2.2.Formulação de hipóteses, construção de variáveis e indicadores, correlação de variáveis.
4.2.3. A pesquisa de campo: Fontes, entrevistas, inquéritos, observações directas e/ou participantes, análises de casos, histórias de vida.
4.2.4.Constituição de tipos de amostras.
4.2.5.Avaliação e validação de resultados: Análise de conteúdo e análise estatística (organização e planificação da análise; Codificação; Categorização; análise qualitativa vs  análise quantitativa)
4.3. A investigação bibliográfica
4.4. Materiais de suporte à redacção final e à argumentação

5- O plano de trabalho

5.1. O índice como hipótese de trabalho
5.2. Tipos de fichas e apontamentos: Para que servem?
5.3. Como estruturar um plano geral de trabalho?
5.4. Os relatórios e as recensões: Porquê? Suas distinções.

6- A redacção

6.2. Como se escreve (a natureza do discurso científico)
6.3. As citações
6.3.1. «Quando?» e «como?» (se cita)
6.3.2. Citação, paráfrase e plágio (noção literária e noção legal)
6.4. As notas de rodapé (para que servem?Como utilizá-las?)
6.5. Bibliografia (os tipos e modos de organização/apresentação:NP405 e APA)
6.6. Os índices (os tipos e modos de organização/apresentação)
6.7. A estrutura formal de uma investigação científica (algumas normas básicas de apresentação da dissertação final)

7- Conclusões

BIBLIOGRAFIA

AA.VV., «L’Écriture des sciences de l’homme», in Revue Communications, nº 58, Paris, Seuil
AA.VV., «Un regard d’ethnographe dans l’entreprise», in Révue Française de Gestion, nº 58
AZEVEDO, Carlos A. Moreira e Ana Gonçalves de Azevedo, Metodologia Científica: Contributos préticos para a elaboração de trabalhos académicos, Porto, C. Azevedo, 1994
BARDIN, Laurence, Análise de Conteúdo, Lisboa, Edições 70, 2000
BOUDON, R. Métodos em Sociologia, Lisboa, Ed. Rolim, s/d
CEIA, Carlos, Normas para apresentação de trabalhos científicos, Lisboa, Editorial Presença, 1995
EGAN, K., O uso da narrativa como técnica de ensino, Lisboa, D. Quixote, 1994
ECO, Umberto, Como se faz uma tese em Ciências Humanas, 4ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 1988
FESTINGER, L.; KATZ, D., Les méthodes de recherche dans les sciences sociales, 2 vols, Paris, PUF, 1959
FRADA, João José Cúcio, Guia prático para elaboração e apresentação de trabalhos científicos, 2ª edição, Lisboa, Edições Cosmos, 1991
FRAGATA, Júlio, Noções de Metodologia para a elaboração de um trabalho científico, 3ª edição, Porto, Livraria Tavares Martins, 1980
GHIGLIONE, R.; MATALON, B., O inquérito—Teoria e prática, Oeiras, Ed. Celta, 1995
HAVELOCK, E., A musa aprende a escrever, Lisboa, Gradiva, 1996
MILLS, C.W., L’imagination sociologique, Paris, Maspero, 1969 (existe tradução Brasileira)
NP-405, Norma portuguesa definitiva: Referências bibliográficas, Direcção Geral da Qualidade, 1966
POIRIER, J.; CLAPIER-VALLADON, S.; RAYBAUT, P., Histórias de vida —Teoria e prática, Oeiras, Celta, 1995
QUIVY, R.; CAMPENHOUDT, L., Manual de Investigação em Ciências Sociais, Lisboa, Gradiva, 1992
SILVA, Augusto Santos e PINTO, José Madureira (org.), Metodologia das Ciências Sociais,Porto, Edições Afrontamento, 11ª edição, 2001
SUSSAMS, John E., Como fazer um relatório, 2ª edição (1ª edição 1987), Lisboa, Editorial Presença, 1990
TEIXEIRA, Luís Filipe B., Hermes ou a Experiência da Mediação (Comunicação, Cultura e Tecnologias), Lisboa, Pedra de Roseta-Edições e Comunicação, Lda, 2004
TEIXEIRA, Luís Filipe B., Obras de António Mora, de Fernando Pessoa: Edição e Estudo, edição crítica dos textos de António Mora-Fernando Pessoa transcritos, organizados e anotados por Luís Filipe B. Teixeira, edição integrada nas Obras Completas de Fernando Pessoa, no âmbito da Equipa Pessoa, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, col. «Série Maior» , 2002
TIMBAL-DUCLAUX, L., Savoir écrire dans l’entreprise, Paris, Ed. Retz, 1992 (existe tradução portuguesa)

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