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I-Pad da Apple

Acaba de ser anunciado o novíssimo I-Pad da Apple. Verdadeiro «multiusos», quando o vi nas mãos de Steve Jobs durante a sua apresentação, e agora, mais atentamente, num dos vídeos promocionais, lembrei-me da velha «tábua de ardósia» (e não na «tábua de Moisés», aí sugerida) para se escrever com giz que, em tempos idos, era transportada nalgumas das pastas das crianças a caminho das escolas primárias.

Com efeito, este interface, híbrido a vários níveis, quer de tecnologias quer de «modos de usar e funções», a «meio caminho», como é indicado, entre o i-Phone/i-Pod e o(s) portátil, coloca a fasquia num novo patamar: quer em termos de HCI (Human Computer Interaction) quer, sobretudo, nessa relação (comportamental) olho-mão. (Por exemplo: quer no modo diferente (e a uma escala diferente, por exemplo, do que acontece com jogos semelhantes jogados no i-Phone...) de se jogar; quer no de ler (e interagir com) determinado texto, o que obrigará, eventualmente, a novas reflexões em torno da literacia dos interfaces e a um retorno à leitura de Walter Ong (entre outros, claro)!

Como já foi lembrado, talvez o nome não seja o melhor, se nos reportarmos ao significado inglês de «pad» (o que já levou a algumas piadas).

Contudo, sem dúvida, e apesar das debilidades que se lhe possam encontrar (será cómoda e eficiente a sua plena utilização?Será que se conseguirá jogar cómoda e eficientemente com este interface todos os jogos, ou só alguns?E de que tipos/géneros?Será que a carga da bateria chega para uma utilização mais «multi-usos» e intensiva?Será que os modelos e as memórias a disponibilizar darão para tudo isso?...) estamos perante um «admirável mundo novo»....

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