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I Jornadas de Comunicação do Departamento de Comunicação do INP

O Departamento de Comunicação do INP-Instituto Superior de Novas Profissões (INP) promove as I Jornadas de Comunicação 2008/2009 sob o tema “Comunicação: Saberes para Novos Mercados e Novas Profissões”.

A primeira palestra a decorrer no âmbito desta iniciativa está já agendada para o próximo dia 12 de Dezembro. Gustavo Cardoso (ISCTE/Obercom) falará sobre “Comunicação em Rede: Remix P2P e América 3.0” e Alberto Reis (INETI/ULHT) abordará a temática da “Bio-Arte”. No dia 8 de Janeiro, Gisela Gonçalves (UBI) profere uma palestra sobre “RP e Opinião Pública”. Jorge Martins Rosa (FCSH/UNL) tentará responder à questão “Web 2.0: As redes da rede?” no dia 16 de Janeiro. “Product Placement nos jogos online: novas oportunidades nos novos médias” será o tema a abordar por José Dias, da Cool Media, no dia 27 de Fevereiro. No dia 13 de Março, Miguel Spínola, da TMN, apresenta “O telemóvel, um novo meio de relacionamento”. As jornadas terminam com a palestra “Communication Trends” proferida por Julia Johansoozi, da University of Stirling.

As palestras terão lugar no Auditório I do INP, no Campus Universitário da Ameixoeira em Lisboa, pelas 19 horas

Programa

Sessão de Abertura: 12 de Dezembro de 2008: Prof. Doutor Gustavo Cardoso (ISCTE/Obercom): «Os Médias na Sociedade em rede»; e Prof. Doutor Alberto Reis (INETI/ULHT): «Bio-Arte»

«Os Médias na sociedade em rede»

Durante os últimos 15 anos, apercebemo-nos de uma profunda mudança no panorama dos médias. Uma alteração quer devida à inovação tecnológica nos próprios dispositivos de mediação quer, igualmente, nos modos como os utilizadores se apropriam socialmente deles e, consequentemente, ao modo como construíram novos processos de mediação. A mudança na mediação tem sido, no decurso dos últimos anos, o foco de análise de muitos académicos das ciências sociais. Partimos de um modelo de comunicação baseado na comunicação de massas para um modelo assente na comunicação em rede.

Esta conferência pretende apresentar o que se poderia designar por o modelo de comunicação das sociedades de informação, modelo este cuja matriz assenta em três princípios fundamentais, a saber: (a) Processos de globalização comunicacional; (b) Rede de massas e média interpessoal e, consequentemente, mediação em rede; e (c) diferentes graus de uso de interactividade.

A segunda parte tratará do que é usualmente considerado os novos paradigmas comunicacionais, os quais deram origem ao sistema dos novos médias, a saber: (1) A retórica principalmente construída em torno das imagens em movimento; (2) Novas dinâmicas de acesso à informação; (3) Os utilizadores como inovadores; e (4) A inovação nas notícias e nos modelos de entretenimento.

«Bio-Arte»

É uma nova corrente de criação artística cada vez com maior impacto que se caracteriza pela inspiração na biologia e biotecnologia e que promove o surgimento de uma nova Natureza, artificial, simbiótica, dinâmica, aleatória, pós-humana e autosustentável. A bioarte não pretende que a arte imite a natureza nem a ciência, mas que a ciência desenvolva uma expressão artística capaz de superar a sua dimensão utilitária. Os bioartistas, seguindo as tendências do Modernismo em voga na primeira metade do Século XX, têm estado sobretudo envolvidos em experimentar novas soluções e novos materiais, desprezando o ensino académico das Belas-Artes e contestando os conceitos tradicionais do Belo, às vezes de forma irreverente e provocadora. Assim, o bioartista troca telas, madeiras e pedra por material biológico como proteínas, ADN, células estaminais e neurónios, entre outros, nos seus novos ateliers: os laboratórios de I & D. Esta convergência entre arte e ciência obriga a que o bioartista e o cientista respeitem mutuamente as regras e os objectivos de cada uma das áreas. Se o objectivo do cientista é interpretar o mundo, o do artista é representá-lo.
Serão abordados conceitos tão diversificados como a estética natural de Fibonacci, o pioneirismo do norte-americano Joe Davis do MIT em Boston, o berço desta nova arte, a arte transgénica do brasileiro Eduardo Kac (com a criação do coelho recombinante fluorescente Alba) e da portuguesa Marta de Menezes e a arte simbiótica do artista plástico Leonel Moura, entre outros bioartistas. As implicações éticas destas actividades serão discutidas com a audiência. Estaremos em presença da arte dominante no século XXI?

  2ª sessão: 8 de Janeiro de 2009: Mestre Gisela Gonçalves (UBI): «RP e Opinião Pública»

Face às crescentes políticas de responsabilidade social empresarial os profissionais de comunicação são, cada vez mais, desafiados a integrarem nas suas estratégias comunicacionais, de forma credível e criativa, mensagens centradas em temas de interesse social ou ambiental. Este objectivo é fortemente condicionado pelo deficit de legitimação social que as empresas enfrentam nas sociedades contemporâneas, e que se manifesta, por exemplo, no elevado grau de desconfiança dos consumidores frente a produtos, iniciativas ou campanhas publicitárias “verdes” ou sociais. Neste contexto, torna-se imperativo que os profissionais de comunicação percebam os factores que, à partida, condicionam o sucesso de qualquer estratégia comunicacional sobre RSE.

  3ª sessão: 16 de Janeiro de 2009: Prof. Doutor Jorge Martins Rosa (FCSH-UNL) «Web 2.0: As redes da rede?»

Se à primeira vista se poderia descartar a «Web 2.0» como apenas mais uma expressão sonante, um artifício de marketing, a verdade é que há um conjunto de inovações -- na sua grande maioria reforçando-se mutuamente -- que permitem estabelecer uma distinção entre o actual estado da World Wide Web e aquilo que dela conhecíamos ainda há poucos anos. A meio caminho duma sonhada «Web 3.0», semântica, as actuais tecnologias e protocolos da WWW privilegiam por agora as suas potencialidades socializantes e aquilo a que poderíamos chamar o «tempo quase real», características sobre as quais nos deteremos.

4ª Sessão: 27 de Fevereiro 2009: Mestre José Dias (CoolMedia): «Product Placement nos jogos online: Novas oportunidades nos novos médias»

Em muitos países, os jogos online e offline já ultrapassaram as receitas do cinema e da mercado discográfico. Além disso, o tempo dispendido por cada utilizador é de 10 a 15 horas por semana, similar ao tempo dispendido a ver televisão. Em especial para o target jovem, este é uma meio alternativo, que constituindo uma ameaça aos habituais canais de difusão, representa igualmente para os anunciantes uma oportunidade através do product placement.

Nesta conferência será abordada a importância destes novos media, bem como o seu impacto no comportamento de compra do consumidor e os novos desafios que se colocam aos publicitários e anunciantes.

5ª Sessão: 13 de Março de 2009: Eng. Miguel Spínola (TMN): «Tecnologias mobile, novos mercados: Os videojogos»

“Anytime, anywhere” estes dois atributos tornam o telemóvel num poderosíssimo meio de relacionamento, se acrescentarmos o facto de ser um meio pessoal e ao mesmo tempo universal a importância deste pequeno objecto cresce exponencialmente. O SMS é só um meio de comunicação entre duas pessoas? O toque é só um aviso que alguém nos está a ligar? O telemóvel é um substituto ou um complemento do computador? O telemóvel é um substituto ou um complemento de uma máquina fotográfica?

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